25/08/16

Francisco em Auschwitz II – Birkenau

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O papa Francisco cruza, solitário, o portão de entrada do tragicamente mais famoso dos complexos de campos de concentração que o nazismo construiu na Segunda Guerra Mundial: o campo de extermínio de Auschwitz II – Birkenau, no sul Polônia.

Em Auschwitz II – Birkenau, segundo testemunho de Rudolf Höss, um dos comandantes do local, no Julgamento de Nuremberg, mais de três milhões de pessoas lá foram assassinada, cerca de 2,5 milhões, em câmaras de gás, 90% deles judeus.

O número mais aceito hoje é que foram à câmara de gás, em Auschwitz II – Birkenau, cerca de 1,3 milhão de judeus.

24/08/16

No futuro do presente

A partir do primeiro dia de setembro, os usuários da Uber, na cidade de Pittsburgh, no estado americano da Pensilvânia, poderão, ao chamar um veículo do sistema, ver chegar até eles um automóvel sem motorista.

Em Pittsburgh, será a primeira experiência do tipo, com carros autônomos, no mundo. A inciativa é da Uber e da Volvo, que passaram um ano em testes, com o carro circulando oito horas por dia, para que o software aprendesse a se locomover na malha urbana da cidade.

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A Tesla foi a primeira a comercializar veículos autônomos no mundo e a Uber se valeu de parte dessa tecnologia para desenvolver a inteligência embarcada no Volvo, acrescida de manejo remoto, ou seja, o passageiro insere no aplicativo do seu celular o local da partida e o do destino e o veículo, via web, programa a rota, vai buscar o passageiro e o deixa no destino. Essa inteligência já está madura nos programas espaciais e, infelizmente na indústria bélica.

Mas embora o Volvo da Uber seja 100% autônomo, o termo “sem motorista”, ainda será uma força de expressão: haverá um motorista no carro, que, todavia, só agirá caso seja necessário e um simples toque no volante passará o comando automática e imediatamente a ele.

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Segundo o CEO da Uber, Travis Kalanick, 60% do custo da atividade são pagamentos aos motoristas, portanto, quando a frota for autônoma, as tarifas deverão cair nessa proporção.

Em um futuro próximo, avaliado pelos otimistas em 5 anos, os carros autônomos estarão maduros o suficiente para se buscar legislação que autorize esses veículos a circularem, de fato, sem motoristas, e, segundo o Mr. Kalanick, onde for possível, a Uber labutará para cadastrar apenas veículos autônomos, até ter 100% da sua frota nessa modalidade.

Os motoristas de táxis, que hoje apedrejam os carros da Uber, deveriam parar de ajuntar pedras e usar a inteligência para se adaptarem ao tempo, buscando transformarem-se em algo igualmente funcional, ou desaparecerão, eis que o usuário sempre optará pelo menor custo e maior benefício.

Mas eu ainda aposto que o futuro do transporte será o estado de arte do transporte coletivo, pois essa é a única forma de dotar as cidades de mobilidade digna, porque a mobilidade é mesmo um direito natural do ser humano, que tem na sua essência e na sua própria necessidade de provimento, deslocar-se.

Confesso que ainda não avalio a que distância está esse futuro, e tenho consciência de que não o verei, mas isso não significa que ele não está a caminho, a passos largos, de um presente cada vez mais pronto.

De candidatos e crianças

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Durante um comício no Colorado, o candidato republicano Donald Trump tentou a tradicional pose de segurar bebes no colo para a foto, mas a criançada estrebuchou, estragando o filme.

Parece que os bebês conhecem com quem não se devem meter.

23/08/16

Pulando capítulos

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O bastidor do arranca togas ocorrido ontem (23) no STF, em virtude do vazamento da citação do ministro Toffoli na proposta de delação de Léo Pinheiro, que eu soube ontem mesmo, e foi assunto da primeira postagem de hoje, tornou-se público hoje.

A imprensa trouxe mais elementos: disse Mendes que o vazamento que atinge Toffoli teria sido um “acerto de contas de procuradores porque Toffoli os teria contrariado ao mandar soltar o ex-ministro Paulo Bernardo e fatiado a investigação sobre a senadora Gleisi Hoffman (PT/PR) na Lava Jato”.

Como eles (procuradores) estão com o sentimento de onipresentes decidiram fazer um acerto de contas. Decidiram vazar a delação. Se é isso, temos que prestar muita atenção. Há o risco de se tornar algo policialesco”, declarou Mendes, segundo matéria da Folha de S. Paulo.

gmIndependentemente das razões que, por suposto, teriam levado os procuradores que atuam na Lava Jato a, segundo as palavras de Mendes, “vazarem” termos protegidos por sigilo legal, não há aí um mero risco do caso de tornar policialesco e sim já há um caso policialesco.

E qual é o caso? Um ministro do Supremo Tribunal Federal acusa os procuradores da República, que atuam na Lava Jato, de cometerem um ato criminoso, qual seja, vazar termos carimbados como confidenciais e que eles tinham, por dever funcional, de proteger.

Eu sempre digo que é possível combater o crime e fazer justiça respeitando todas as vírgulas do processo, pois se uma só delas for atropelada, a autoridade que o fez, seja lá por quais razões forem, pelo menos em gênero, iguala-se ao criminoso que quer condenar.

E quem se coloca a pular páginas, acaba pulando um capítulo inteiro, sempre sob a justificativa de que quer acabar logo de ler o livro.